Blog de hernani dimantas

Acabei de sair do Campus Party. Barulho infernal. Uma mistura de sons que se recombinam num estado de surdez do pensamento. Fui falar de gambiologia. A descontração do tema me levou a desconcentração geral. Ouvir, pensar e falar não me foi possível.
Mas isso já foi. O debate foi interessante. Uma composição de idéias que incluiu nomes como de Felipe Fonseca, André Lemos, Lucas Bambozzi, Marcus Bastus, Fred e Lucas do gambiologia.net, Sergio Amadeu, Marcelo Braz e Guilherme Maranhão. ;)
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Faz algum tempo que estou migrando o blog do nucleus para o drupal. Eu gosto muito do nucleus, mas acho que já deu. Ficou difícil administrar vários projetos e algumas plataformas. A decisão foi migrar para o drupal. E cá estamos.... drupalizando o Marketing Hacker.
A migração não foi tão simples. Pois o conteúdo do Marketing Hacker se mistura ao comunix.org; Não mais havia necessidade de conduzir dois projetos paralelos. Logo, agora o Marketing Hacker rules.
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Quando eu comecei a militar na Internet o problema da Privacidade era um debate importante. Creio que a partir da consolidação de diversas redes, como o orkut, a idéia de privacidade, pelo menos para mim, está muito modificada.

Perdemos algumas batalhas, ganhamos outras. Do ponto de vista cultural temos facilitado o controle, ao digitalizar e explicitar culturas que até então estavam fora de alcance. Pois, aí que mora a revolução ;)
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Desvio é um projeto em andamento. Construção de espaço simbólico compartilhado, diálogo com o domínio público. Zona de experimentação, criação de pontes entre discursos, entre a descoberta e a escala.

O desvio do lixo eletrônico está em fazer aquilo que é comum; o lixo eletrônico participar da composição de outra coisa. Essa coisa pode ser o acesso aos diversos saberes que virtualmente estão jogados, pedaços de informação livrementes juntos.

A proposta é deixar o lixo flutuar. Num espaço transparente, que como rocha fóssil, nos deixa a espreita. Numa eterna espera de decomposição daquilo que implicará o nosso futuro. O lixo como arte... O lixo como arte que expressa a urgência da emergência de outra civilização ;)

O Gil nos convidou, Drica e eu, pra palestrar na Intercon. O pedido foi para falar sobre o que não era óbvio. Para mim, o óbvio é a visão funcional que o 'mercado' tem da web. No entanto, meu trabalho tem sido sair desses padrões. Minha visão é experimental. E, nesse sentido, provoca mudanças e transformações.
O Marketing Hacker foi meu primeiro experimento. Um blog sobre hackers, conhecimento livre, manifesto cluetrain, catedral e bazar e outras indiscrições. Marketing Hacker se transformou no livro sobre a revolução do mercados. Personagens como David Weinberger, Chris Locke, Doc Searls, Howard Rheingold, Lessig, Pierre Levy e outras figurinhas eram comentados, reblogados (um neologismo que se inclina ao ato de retwittar) e, principalmente, 'Uma poderosa conversação global começou. Através da Internet, pessoas estão descobrindo e inventando novas maneiras de compartilhar rapidamente conhecimento relevante'. Essas idéias estavam sendo debatidas, remixadas e muitas vezes melhoradas (assim como no sofware livre). Por aqui, na taba do tupi, outras figuras estavam falando de coisas legais. Com esses figuras, Felipe Fonseca e eu, criamos o Metáfora. Um projeto independente, carregado de palavras como falar é fácil, o silêncio é fatal; Linkania, conectazes e esporos. Enfim, uma chocadeira colaborativa cuja proposta foi potencializar projetos colaborativos.
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O Gil nos convidou, Drica e eu, pra palestrar na Intercon. O pedido foi para falar sobre o que não era óbvio. Para mim, o óbvio é a visão funcional que o 'mercado' tem da web. No entanto, meu trabalho tem sido sair desses padrões. Minha visão é experimental. E, nesse sentido, provoca mudanças e transformações.
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Recebi por email do Felipe Albertão: O Obama deveria ganhar outro Nobel!!! com um link para o anúncio da migração do whitehouse.gov para drupal.
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(...) likely most radical, new, and difficult for observers to believe, is the rise of effective, large-scale cooperative efforts—peer production of information, knowledge, and culture. These are typified by the emergence of free and open-source software. We are beginning to see the expansion of this model not only to our core software platforms, but beyond them into
every domain of information and cultural production—and this book visits these in many different domains—from peer production of encyclopedias, to news and commentary, to immersive entertainment. (Benkler, 5)
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O espetáculo é o caminho que Debord (La société du spectacle - 1967) tomou para explicar a sociedade que se estabeleceu nos meados do século passado. Uma explicação convincente para um momento que a mídia de massa nadava de braçada e pautava os corações e mentes das pessoas comuns. Andy Warhol (1960) preconizava os 15 minutos de fama como o anseio da sociedade.
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